A Good Marriage - Kimberly McCreight

10:35 da manhã

 

Título: A Good Marriage

Autora: Kimberly McCreight

Edição: HARPERCOLLINS
Adquirir: Bertrand Livreiros | Wook  (links afiliados)
 

 

★★★★☆

Depois do falhanço total de The Herd como thriller, nada me poderia consolar mais do que uma leitura bem estruturada no que toca ao mistério e suspense. A Good Marriage relembra Big Little Lies na forma como é narrado e concentra-se no significado da instituição que é o casamento. 

“That’s the hardest part about marriage, isn’t it?” Zach went on. “Somebody else’s problems become your own. It doesn’t always feel fair.” 

A Good Marriage chegou-me às mãos na forma de segunda oportunidade a Kimberly McCreight. O primeiro livro que li da autora foi Reconstructing Amelia, que prometia ser um thriller arrebatador, mas que me desiludiu. A Good Marriage, pelo contrário, mostrou-se um thriller complexo com personagens bem construídas e um enredo que nos prende desde o primeiro parágrafo. Quatro casamentos e oito pessoas que transparecem para o mundo exterior uma vida de em conjunto harmoniosa e sem dificuldades aparentes, mas com a morte violenta de Amanda e a prisão preventiva de Zach, o marido, cada um destes casais vê-se confrontado com as imperfeições da sua união e a máscara não cai, mas vai-se desfazendo ao longo da obra. 

It’s so simple at the beginning. You meet someone gorgeous and smart and funny. Somebody who’s better than you—you both know it, at least on some level. You fall in love with them. But you fall even more in love with their idea of you. You feel lucky. Because you are lucky. Then time passes. You both change too much. You stay too much the same. The truth worms its way out, and the horizon grows dark. Eventually all you’re left with is somebody who sees you for who you really are. And sooner or later, they hold up a mirror and you’re forced to see for yourself.

 Não senti qualquer dificuldade em ser engolida por esta história que nos é relatada em três vozes: na primeira pessoa por Lizzie, antiga colega de escola de Zach e sua advogada, na perspectiva de Amanda antes de morrer e por um narrador ausente que nos relata audiências em tribunal em que várias pessoas são interrogadas sobre uma festa em que Amanda e Zach estiveram horas antes da tragédia se dar. Penso que vem daí a semelhança com Big Little Lies e não me admirava que a Reese Witherspoon já andasse a magicar uma série televisiva.

I don't think you can pretend your way through anything. Closing your eyes won't stop the bad things from finding you.

Com 400 páginas, o leitor tem um longo caminho a percorrer até que o assassino seja revelado e, se não me foi difícil assinalar a personagem culpada, estaria a mentir se dissesse que foi uma escolha óbvia. Todas as personagens são tridimensionais e, quando se tem um enredo com mais de quatro personagens, esta capacidade de modular as mesmas revela-se bicuda, mas Kimberly McCreight conseguiu trazê-las à vida sem que sejam forçadas.

“Time deepens friendship, Sarah said. Romances, eh, not so much.” 

Ainda assim, momentos houve, ainda que raros, em que considerei uma ou outra situação um pouco mais rebuscada, daí não lhe dar as cinco estrelas. Não deixo contudo de aconselhar a leitura para fãs de thrillers.

★★★★☆

 

 

Sinopse: Lizzie Kitsakis está a trabalhar até tarde quando recebe a chamada. Até recentemente, Lizzie era uma procuradora federal mal paga. Era feliz nessa posição ao lado do  marido dedicado Sam - tinha tudo o que sempre quis. E então, de repente, tudo mudou e obrigou-a a passar horas extenuantes nos escritórios de advocacia de elite como Young & Crane para pagar uma dívida que não é sua.
A última coisa que Lizzie precisava agora éera de receber um telefonema de um presidiário em Rikers  - mesmo que se tratasse de Zach Grayson, um velho amigo. Mas Zach está desesperado: a esposa, Amanda, foi encontrada morta na parte inferior da escada na casa do casal em
Brooklyn. E Zach é o principal suspeito.

Enquanto Lizzie é atraída para o coração sombrio da idílica Park Slope, descobre que Zach e Amanda não eram o que pareciam e que os seus amigos, um grupo unido de pais da exclusiva escola Brooklyn Country Day, escondem segredos próprios que podem estar na base do que levou áquele assassinato. Incerta de que pode salvar o seu próprio casamento, Lizzie confronta-se com o que significa ter um bom casamento em primeiro lugar.

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2 comentários

  1. Ei querida!
    Que delícia esse seu
    Blog.
    Terei muita
    alegria em vê-la
    lá pelo Espelhando.
    Bjins
    CatiahoAlc.

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  2. Fiquei mesmo curiosa com esta obra! Pela tua descrição, acho que tem tudo para me conquistar :D

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